ORAÇÕES RELATIVAS REFLEXAS
e são iniciadas por algo que, o que, coisa que, o qual, os quais…
1. No hospital, depois de falsas partidas, sustos e adiamentos, explicaram ao pai que o calcanhar do filho tinha conserto, se ele fosse operado até aos quinze anos, o que aconteceria em 1985. (Djalmilia Pereira de Almeida, Luanda, Lisboa, Paraíso, cap. II-1)
Oração composta
Suj.: eles (indeterminado); predicado: explicaram ao pai que o calcanhar do filho tinha conserto; compl. direto: que o calcanhar do filho tinha conserto; compl. indireto: ao pai; adj. adv. de lugar onde: no hospital; adjunto adverbial de tempo: depois de falsas partidas, sustos e adiamentos.
Proposição subordinada, integrante, substantiva
Suj.: o calcanhar do filho; compl. nominal: do filho; predicado: tinha conserto; compl. direto: conserto
Proposição subordinada condicional
Suj.: ele; predicado: fosse operado; adjunto adverbial de tempo (limite): até aos 15 anos
Oração subordinada relativa reflexa.
Suj.: o que (coisa que; antecedente: a oração anterior); predicado: aconteceria em 1985; compl. adverbial de tempo: em 1985.
Esta oração relativa reflexa não faz parte da anterior, é autónoma, funciona como espelho (reflexo) da anterior.
Notemos agora a oração seguinte:
Oração composta
Suj.: eu; predicado: vendia trabalho; compl. direto: trabalho
Oração coordenada copulativa
Suj.: eu; predicado: comprava o que me faltava para viver; compl. direto: o que me faltava para viver
Proposição subordinada relativa adjetiva
Suj.: que (antecedente: o, aquilo); predicado: me faltava; compl. indireto: me; adjunto adverbial de fim: para viver.
Notem como a análise da frase 1 (o que
aconteceria) difere totalmente da frase 2 (o que me faltava…),
porque nesta o que faz parte da oração anterior como
seu complemento direto
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