terça-feira, 17 de março de 2026

 

ORAÇÕES SUBORDINANTES?

Há quase duas dezenas de anos que digo, e demonstro, que não há orações subordinantes – e não há mesmo! – mas, infelizmente, ninguém quer raciocinar cinco minutos para deparar com a evidência.

Mas eu continuo a tentar... 

1. O João diz a verdade:

Oração simples. 
Sujeito: João; predicado: diz a verdade; complemento direto: a verdade

 

2. O João diz que não mente.
(uma só ideia, expressa por dois predicados)
 Oração composta 

Suj.: João; predicado: diz que não mente; compl. direto: que não mente.

Esta oração (que não mente) é  parte da oração composta, é o seu complemento direto.

Todas as orações subordinadas estão nesta mesma situação: todas elas  desempenham função sintática em orações compostas. Por isso, para lhes marcar a subordinação, tomaram o nome de proposições. 

Assim, a oração que não mente  depois de ser classificada de complemento direto na oração composta  -  deverá ser classificada e analisada como PROPOSIÇÃO  integrante substantiva, assim:

- que não mente
Proposição integrante substantiva
Suj.: ele (João); predicado: não mente

Verá alguém a possibilidade de João diz ser uma oração? Claro que não... Como chamar-lhe oração subordinante?




 


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