Em Sintaxe só inventa quem desconhece o que de há muito é de todos conhecido.
«de carro» desempenha a função sintática de modificador do grupo verbal
«para a cidade» desempenha a função de complemento oblíquo.
Não é aceitável
que um professor proponha tais disparates a Colegas ou a alunos. A frase «O João saiu de carro para a
cidade» deve ser ensinada (analisada) em dois momentos:
1. O raciocínio:
A frase fala do João - e diz que ele (João) saiu para a cidade [foi o lugar para onde ele saiu]. Logo: O João é sujeito; o predicado é: saiu para a cidade.
de carro é o modo como o João saiu da cidade – ou melhor: foi o meio ou instrumento de que o João se serviu para sair para a cidade.
2.
A análise:
Nesta frase, de
carro indica o modo como o João saiu, ou o meio de que João se
serviu. Classificar de carro como
modificador do grupo verbal, é um disparate sem qualquer sentido; nem existe
em Sintaxe.
- classificar para a cidade como complemento oblíquo ajudará mais o aluno a descobrir o sentido do que dizendo-lhe que é complemento de lugar para onde? – Claro que não; nem existe tal complemento em Sintaxe.
Na análise sintática não existem, nem nunca existiram essas aberrações de complemento oblíquo ou de modificador do grupo verbal. A análise sintática tem como objetivo a descoberta e revelação do sentido da frase. Em Sintaxe, procuramos o sentido da frase: quem...? o quê?... como?.... onde?... donde?... para onde? porquê?....de que modo? com que meio ou instrumento?....a causa... a finalidade... em que tempo...etc....
Só inventa quem desconhece o que de há muito é de todos conhecido.
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