«Ela foi a Paris com o João» /«Ela vive comigo»
Diz o Ciberdúvidas:
«Nestas frases, o constituinte «a Paris» desempenha a função de complemento oblíquo, ao passo que os constituintes «com o João» e «comigo» têm a função de modificador do grupo verbal.'(in Ciberdúvidas 38356)».
1.«Complemento oblíquo» e «modificadores do grupo verbal» não são funções sintáticas, mas invenções inexplicáveis que o Ciberdúvidas divulga e que resultam na iliteracia que as avaliações internacionais reconhecem e denunciam.
2. O objetivo da Sintaxe é, apenas, descobrir e poder transmitir o sentido da frase. Quando explicamos um texto a um aluno, dizendo-lhe que «ir a Paris» é um complemento oblíquo, ele não pode entender o que se lhe diz. Eu, com muitos anos de estudo, também não entendo. Ir a Paris é o lugar aonde se vai; vir de Paris é o lugar donde se vem; passar por Paris é o lugar por onde ele passa.
O que se pretende com a Sintaxe é «revelar aos alunos o sentido dos textos» - e isso é fundamental para eles aprenderem a estudar.
3.Modificador do grupo verbal
Como poderá justificar-se que «ir com alguém» seja modificador do grupo verbal? Modificador do quê?
«Ir com ele» ou «viver com ele» são apenas complementos adverbiais de companhia. E isso toda a gente o entende.
A Sintaxe é isto: descobrir e poder revelar o sentido do texto.
«Modificadores do grupo verbal» e «complementos oblíquos» são disparates inaceitáveis no estudo da Sintaxe.
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