terça-feira, 3 de junho de 2025

 

A Língua portuguesa
está gravenente doente

1. Neste final de ano letivo, agradeço o estímulo recebido da parte daqueles que têm acompanhado os trabalhos que publiquei neste blogue, e também na Gramática Explicativa da Análise sintática, disponível no Google play. Nestes dois trabalhos  analiso e explico mais de mil orações. Que eu saiba, nunca terá sido feito trabalho tão vasto de análise sintática sobre textos da Literatura em Língua portuguesa.

    2. Este entusiasmo gramatical é já muito antigo em mim; tem orgem no estudo da Língua latina, iniciado há 76 anos. Bastante depois, como professor da Língua portuguesa, comecei a ficar surpreendido, e até chocado, com as Gramáticas com que fui deparando. Por indiferença, ou ignorância, dos responsáveis pelo ensino, o erro foi-se instalando, generalizou-se, e é hoje muito URGENTE acudir ao estado caótico em que se encontra o ensino da Língua portuguesa. Em questões de sintaxe, a Gramática da Língua portuguesa é ainda a de 1536.
É muito urgente INOVAR; é necessário dar formação gramatical correta aos nossos alunos. 

 Situações caóticas de intervenção urgente:

1.  Atualizar a noção e funcionamento das orações copulativas, que continuam erradas no ensino atual;

2. Identificar e analisar as orações semicopulativas. É inadmissível o desconhecimento destas orações, fundamentais na análise gramatical. Até no  Dicionário da Academia de Ciências (Predicativo, GRAMÁTICA,3; e  Gramática de Bechara, ed.37, p.522) estão ERRADAS. Uma vergonha!

3.    É um erro afirmar a existência de orações subordinantes, devido à ignorância dum elementar conceito de orações sintáticas.

4.  Também o modo de análise tradicional de divisão de orações tem de ser alterado, porque está errado.

O estudo da Língua portuguesa deve ter como base a frase literária, produzida pelos bons escritores de Língua portuguesa em Angola, no Brasil, em Moçambique, em Portugal, e noutros…

O Ensino da Língua portuguesa está a deixar-nos envergonhados:  na linguagem que vemos escrita nas televisões, na grafia dos comentários que todos os dias os jovens escrevem  nos telemóveis e, pior ainda, nas próprias Gramáticas. Até ao próprio Dicionário da Academia chegam as manifestações de ignorância gramatical. A Língua portuguesa merece muito mais. 




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