terça-feira, 5 de maio de 2026

 A ANÁLISE SINTÁTICA
caminho de excelência para a Literacia

Parece que estamos, finalmente, numa fase de reconhecimento do estado deplorável em que se encontra o ensino da Língua portuguesa nas nossas escolas. Será que desse reconhecimento passaremos, finalmente, à solução? Espero que sim. Eu ando, insistentemente, há muitos anos, a tentar isso mesmo.
Primeiro, tentei no Ciberdúvidas. Colaborei com entusiasmo, mas por muito pouco tempo. O meu objetivo, a divulgação dum novo método de análise sintática, não era compatível com o Dicionário Terminológico. Em 2014, criei este blogue, e nele tenho trabalhado, divulgando o novo modo análise sintática, com base em textos da Literatura.
Aqui está disponível todo o novo modo de análise sintática, explicada, demonstrada, repetida em frases dos mais diversos autires: Camilo, Eça, Agustina, Saramago, Nemésio, Redol, Soeiro Pereira Gomes, Namora, e outros. A Sintaxe é a ciência por excelência da Língua portuguesa – é o seu estudo que nos leva à Literatura, à Poesia, a todo um mundo de cultura em que dá gosto viver.
Literacia e Sintaxe
Duas palavras básicas definem o conceito de Literacia: capacidade de compreensão dum texto e possibilidade de os alunos, por expressão própria, poderem transmitir, com clareza, as ideias dos textos que lêem.
COMO CHEGAR À LITERACIA?
Muitos caminhos são possíveis, mas o método mais eficiente para lá chegar é, certamente, o estudo de modelos de análise sintática sobre textos de obras da Literatura em Língua portuguesa.
Nunca a Sintaxe foi ensinada assim, mas este é o caminho certo.
Passados mais de 50 anos, quando no antigo 5.º ano (agora 9.º) se estudavam Os Lusíadas nas Escolas, iniciei a prática deste método - e ainda hoje alguns alunos me manifestam o entusiasmo com que descobriam as orações sintáticas, as analisavam e, sobretudo, facilmente revelavam o seu sentido.
Este método de análise, além de seguidores em Portugal e nos países da CPLP é seguido por muitos mais no estrangeiro: Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Singapura, Japão e outros que ainda mais me surpreenderam: Singapura e Coreia do Sul…
Neste dia 5 de maio de 2026, não posso deixar de chamar a atenção para Os Lusíadas, nos quais trabalhei intensivamente durante 13 anos, para tornar a sua leitura acessível. Foram publicados em 2020, numa edição cartonada e de bela apresentação, quando as livrarias estavam encerradas devido à pandemia.
Rejeitados incompreensivelmente Rede de Bibliotecas Escolares, na av. 24 de Julho, negada a sua aceitação pelo Instituto Camões, que nem me respondeu à oferta de alguns exemplares, negada a edição pela Imprensa Nacional, mereceram o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco que adquiriu umas centenas de exemplares que distribuiu pelas Escolas do Concelho.
Publicados no GOOGLE em https://play.google.com/.../Os_Lus%C3%ADadas_Texto_Vers... , têm encontrado leitores nas mais longínquas paragens, tendo servido já de apoio a tradutores que na Ásia insistem em não deixar esquecer o Poema que, além de Portugal, celebra também os seus Povos.
O link para aceder ao Poema conduzirá o leitor, sem quanquer custo, às primeiras 80 páginas do Poema. Nelas verá como é, agora, fácil de ler e gostar de ler Os Lusíadas.
Estes dois trabalhos, Análise sintática e Lusíadas, são o meu modo de homenagear hoje a Língua portuguesa.

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